A Aparência Democrática Era Suficiente E

A Aparência Democrática Era Suficiente E 1

Talvez, entretanto nada preocupante. A aparência democrática era bastante e, em cada caso, era uma ditadura amiga. A definição é claro: Não é que a Tunísia tenha mudado da noite para o dia, é que nunca foi o que a maioria dos governos ocidentais, que preferiam acreditar (ou fazer ter fé) que era.

A revolta tunisiana poderá fazer com que os governantes vizinhos coloquem bem como as suas barbas a remojarLas demandas econômicas e sociais deram logo, o passo lógico para a determinação de liberdade e democracia, e a onda acabou por ser incontrolável. Ben Ali está fugido, o Governo dissolvido; os europeus, pendentes de uma possível evacuação, e a gente, esperando o fim a umas eleições que foram anunciados neste momento pra dentro de um mês. Ainda é uma incógnita se a transição será um sucesso ou não, como o é também até que ponto a revolta tunisiana irá botar tuas barbas de molho, os governantes vizinhos.

Na Argélia (outro regime falsamente democrático, no entanto, ao inverso da Tunísia, de indicação pseudosocialista) neste instante houve protestos famosos contra o governo de Bouteflika na ocorrência econômica. No Egito, Mubarak acaba de ganhar (mais uma vez) as eleições tildadas de farsa da oposição, durante o tempo que cresce a tensão e a dureza contra a minoria cristã e a marginalização dos islamitas. E em Marrocos, que tem na recente revolta popular a ponta de lança da resposta social na deterioração econômico, a corrupção do regime ficou ao descoberto pelos cabos de Wikileaks. A Líbia do infinito Gaddafi é, por nesta hora, um osso mais complexo de quebrar.

Mas, de instante, a modificação aconteceu, e dessa vez não foi uma mudança impulsionado pelos militares. Localizado pela costa do mediterrâneo africano, e com 10,3 milhões de habitantes (98%, muçulmanos), Tunísia é a nação mais anão do Magrebe, a parte ocidental do universo árabe, que adiciona bem como a Marrocos, Argélia e Líbia. 40% de seu território é ocupado pelo deserto do Saara, durante o tempo que que o resto é solo fértil e apropriado para a agricultura.

Com um governo proestadounidense, e considerado um Estado padrão na área pelo Ocidente, a Tunísia é o parceiro norte-africano da UE que recebe mais socorro per capita, a despeito de em termos absolutos lhe supera Marrocos. O investimento estrangeiro é liderada na França, com 1.250 organizações presentes na Tunísia, seguida de Itália, Alemanha, Reino Unido, Bélgica, Holanda e Portugal.

A corrupção e o nepotismo, foram, por seu lado, a identidade do regime. As grandes corporações estão nas mãos dos Trabelsi, a família do até neste instante presidente Ben Ali e sua esposa, Leila. Muitas delas foram desapropriadas em prol do “interesse nacional”.

E a redistribuição das grandes lucros que essas empresas geram brilha por sua falta ou diminui-se a associações de solidariedade, controladas bem como pelo partido oficial. Junto ao descontentamento econômico, a falta de liberdade foi o outro grande fator que acabou esgotando a paciência dos tunisianos. A situação do estado ficava bem refletida nos cabos diplomáticos norte-americanos sobre a Tunísia expulsos à claridade pelo Wikileaks e publicados, além de outros mais meios, em todo O país.

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O presidente Ben Ali está envelhecido, teu regime sofre de esclerose e não existe um claro sucessor. Muitos tunisianos estão frustrados com a ausência de independência política e sentem raiva por a corrupção da família do presidente, as elevadas taxas de desemprego e as desigualdades regionais. O extremismo é uma ameaça contínua. O governo da tunísia não aceita conselhos ou opiniões nacionais ou internacionais.

a Tunísia é um Estado policial, com pouca independência de expressão ou de associação, e com sérios problemas de direitos humanos. Os membros da enorme família de Ben Ali, são capazes de fazer o que quiserem com impunidade, incluindo falsificação de documentos. Entretanto, é precisamente a corrupção, a repressão e a pobreza que, como esclarecem as experiências de Argélia e Egito, dá asas pros islâmicos. E é propriamente a corrupção, a repressão e a pobreza, o que acabou tirando o povo para a estrada e fulminando a imagem da Tunísia como um paraíso turístico.

A resposta social começou em meados de dezembro, com manifestações, muitas delas violentas (coquetéis molotov, daqui a), em algumas cidades do país. A repressão policial foi muito dura, e houve dezenas de mortos (21, de acordo com números oficiais, cerca de 70, segundo a Federação Internacional de Direitos Humanos) e centenas de detidos. Vinte e quatro de dezembro. Jovens manifestantes atacam em um quartel da guarda nacional, com o repercussão de quatro mortos, entre os uniformizados. 28 de dezembro. Diante da gravidade da ocorrência, o presidente Ben Ali se desloca ao hospital para visitar a Bouazizi. Vinte e nove de dezembro. Ben Ali, cessa a três governadores regionais e remodela parte do Executivo.